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Balanceamento de Mão de Obra

  • Foto do escritor: jplopes01
    jplopes01
  • 27 de mai. de 2018
  • 2 min de leitura

Atualizado: 17 de jul. de 2022

Vamos entender neste artigo os impactos que o balanceamento de mão de obra tem nas linhas de produção.


Caso você ainda não tenha lido o artigo referente a cronoanalise, aconselho que leia pois o mesmo auxilia na compreensão do balanceamento de Mão de Obra.


Bom, de forma simples e pratica o balanceamento de mão de obra busca resolver os seguintes problemas com:


1 - Desbalanceamento de atividades manuais,

2 - Produtividade.

3 - Custos operacionais.


De forma simples, vamos entender o seguinte caso da figura 1,


Após feito avaliação dos tempos de cada processo, foi possível fazer o gráfico abaixo onde constatamos as seguintes informações:



1 - O tempo total de mão de obra é 240 segundos.

2 - O tempo de desperdício devido espera é de 60 segundo (25%).

3 - O Gargalo esta no operador e não no tempo de maquina.

4 - Cada operador produz 15 peças/h. (3600/240).

5 - O layout proposto esta em formato U.

6 - Temos um operador fixo em cada posto.

Observação: vamos considerar para este case que o investimento para reduzir o tempo de ciclo do gargalo é inviável financeiramente, logo iremos balancear apenas as atividades operacionais, sem alterar a característica técnica da linha. Vamos então as analises.



1° - Analise do número máximo de pessoas.


Uma vez tendo o estudo de tempo em mãos, podemos definir o número máximo de operadores dentro da célula, através da seguinte formula.


Tempo de mão de obra s/ tempo de espera (50+30+60+40) = 180 segundos


Logo o número máximo de operadores = 180 seg / Gargalo (60 seg) = 3 operadores.


Ou seja, vemos que neste caso, apenas pelos dados coletados através do estudo de tempos, verificamos 1 mão de obra além da necessidade, porem como balancear 3 operadores em 4 postos de trabalho? Vamos então para segunda analise.


2° - Balanceamento de operadores


Pensando apenas no #balanceamento operacional, seguimos então com a seguinte proposta, fixar um operador no posto 3, gargalo de 60 segundos e aplicar o conceito de rabbit chase entre os postos 1, 2 e 4, com 2 operadores (op1 e op3), ou seja eles trabalharão em círculos nesses 3 postos.


Com esta nova organização do trabalho manual temos então uma redução do tempo de espera de 100%, porem foi adicionado tempo de movimentação entre os postos devido sistema pega coelho (rabbit chase), porem os ganhos são bem maior.



Os ganhos com esta nova organização:

1- Peças/h por operador

Antes: 15 peças

Depois: 18,6 peças

Ganho de produtividade: 24%


Ou seja, precisamos de 24% a menos de tempo de mão de obra para produzir as mesmas peças com esta nova configuração quando comparada a anterior.


Conclusão:

Um bom estudo de tempo, Layout, número máximo de operadores, em adicional com rabbit chase são ferramentas indispensáveis para obtermos bons resultados no balanceamento de mão de obra.


Obs. Existem diversas ferramentas que nos auxiliam no balanceamento e o #yamazumi é uma das minhas favoritas, porem não escrevi sobre a mesma pois irei escrever um artigo dedicado a workshops de #Jishuken que buscam por produtividade e satisfação operacional e esta ferramenta estará neste artigo em outro case.

 
 
 

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