Cronoanalise
- jplopes01
- 27 de mai. de 2018
- 4 min de leitura
Atualizado: 2 de fev. de 2020
Iremos ver neste post a importância de medir os tempos de cada processo para avaliar as reais necessidades de recursos de uma fabrica.

Antes de iniciar o mérito para aplicação técnica da cronometragem, vou explicar um pouco o objetivo final desta técnica que implica basicamente no controle de três fatores dentro do patio industrial, o primeiro a quantidade de Mão de Obra, o segundo a necessidade de maquinas e por último o planejamento logístico.
Uma vez que a necessidade destes recursos estão dimensionados, somos capazes de entender a quantidade de pessoas, maquinas, turnos e parametrizações logísticas necessárias para produzir.
Bom, agora que sabemos quantas pessoas, turnos e maquinas precisaremos, podemos então provisionar os custos de: energia, manutenção, segurança, refeitório, depreciação de maquinas e etc, e então teremos as taxas horarias. Com isso, entendemos então a importância de termos acuracidade nos tempos de ciclo.
Agora vamos dar foco em algumas condições básicas para inicio da cronometragem:
A - Ritmo operacional; devemos observar e considerar se o operador consegue produzir no ritmo observado durante toda jornada. Muitas vezes as pessoas tendem a acelerar o ritmo quando observadas, trabalhando em até 120% da sua capacidade diária, e se isso não for corrigido, teremos um problema de desvio entre planejado vs realizado. Obs. também temos o inverso, quando o ritmo operacional esta entre 80% e 90%, devemos então corrigir para os 100% que é o ideal.
B - Avaliar se existe muitas variações, cuidado para não colocar desperdícios no tempo de ciclo padrão, pois uma vez que o desperdício esta contabilizado no tempo padrão o mesmo não aparecerá como variação de performance e logo teremos um problema camuflado.
C-Contabilizar os acíclicos. Os acíclicos são todas as atividades pré-determinadas no escopo do operador da linha, temos como exemplo abastecimento de materiais referente ao posto, troca de bandejas, abastecimento de caixas, etiquetas de finalização de lote e etc.
Umas vez que esses três conceitos básicos estão entendidos, podemos então seguir para definição dos tempos, que na grande maioria das empresas são:
1° - Tempo de mão de obra
2° - Tempo de ciclo padrão da linha (Gargalo).
Existem diversos modelos de produção e o tempo de mão de obra e ciclo padrão da linha varia de acordo com a respectiva característica de processo, e com isso temos alguns desafios para determinar o tempo de mão de obra e ciclo padrão por produto conforme abaixo.
A - Linhas no qual produzem 1 produto por vez.
Ex 1 . Temos o posto 10, 20 e 30. com apenas 1 operador,
Posto 10 = 30 seg
Posto 20 = 35 seg
Posto 30 = 50 seg
Para este caso o tempo de mão de obra deve ser (30+35+50) = 115 seg.
Tempo de ciclo padrão = 115 seg ou seja 31pçs/h
Ex 2 . Temos o posto 10, 20 e 30. com 2 operadores, sendo que o operador 1 trabalha no posto 10 e 20, e o operador 2 no posto 30
Posto 10 = 30 seg
Posto 20 = 35 seg
Posto 30 = 50 seg
Com este balanceamento o tempo de mão de obra no posto 10 e 20 é igual a (30+35) = 65 seg. e o tempo de mão de obra no posto 30 será 50 seg + tempo de espera (65-50) = 15 seg. com isso o tempo de mão de obra no posto 30 será 65 seg. Logo o tempo total de mão de obra será 65+65 = 130 seg.
Tempo de ciclo padrão = 65 seg ou seja 55pçs/h - Note que aumentamos o output, porem perdemos eficiência em pçs por hora por operador.
pçs/hora/operador
exemplo 1 = 31
exemplo 2 = 27
Ex 3. Temos o posto 10, 20 e 30. com 2 operadores, porem eles trabalham no sistema pega coelho.
Posto 10 = 30 seg
Posto 20 = 35 seg
Posto 30 = 50 seg
Com o sistema pega coelho, os operadores trabalham sequenciados passando por todos os postos, deste modo devemos considerar que o desbalanceamento entre operadores é zero, com isso o tempo de mão de obra será (30+35+50) = 115 seg.
Tempo de ciclo padrão = 57,5 seg ou seja 62pçs/h - Neste caso tivemos um output maior com 2 operadores sem que perdêssemos eficiência em pçs por hora por operador.
B - Linhas produzindo em paralelo com auxilio do mesmo operador.
Imagine que temos 3 linhas no qual precisam apenas de 1 operador para produzir.
Neste caso teremos a seguinte situação:
Linha 1 produz o Conjunto A com ciclo de 20 seg.
Linha 2 produz o Conjunto B com ciclo de 10 seg.
Linha 3 produz o Conjunto C com ciclo de 40 seg.
Para o caso acima se um único aperador é capas de tocar 3 linhas, logo teremos um coeficiente para o tempo de mão de obra de 1/3 = 0,33, ou seja:
Produto A terá tempo de ciclo padrão igual a 20 seg. e tempo de mão de obra igual a 6,6seg. (0,33*20)
Produto B terá tempo de ciclo padrão igual a 10 seg. e tempo de mão de obra igual a 3,3seg. (0,33*10)
Produto C terá tempo de ciclo padrão igual a 40 seg. e tempo de mão de obra igual a 13,2seg. (0,33*40)
Nota: Este coeficiente só é valido se esses produtos forem produzidos sempre em paralelo.
Esses são algumas de muitas situações que podem existir!
Espero poder ter ajudado!




Bem detalhado!